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ENEM 2023: Dobro de inscritos acima dos 60 anos evidencia evolução e desafia preconceito!

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Crescimento de idosos no ENEM: Um reflexo da mudança demográfica do Brasil

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O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) contou com um público idoso significativo em 2023, uma tendência que parece estar crescendo. De acordo com os dados divulgados pelo Censo, cerca de 10 mil candidatos com mais de 60 anos se inscreveram para o exame. Isso é quase o dobro do número registrado dois anos atrás.

Esse aumento, apesar de modesto em termos numéricos absolutos, demonstra um fenômeno mais amplo que o país está passando: o envelhecimento da população. O mesmo censo mostrou que a população idosa do Brasil, ou seja, com 60 anos ou mais, representa agora 15,6% do total, um aumento de 56% em comparação a 2010.

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Foto: Reprodução Geridades

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O Desafio da Inclusão de Idosos nas Instituições de Ensino

Este crescimento traz consigo uma série de desafios, em particular para as instituições de ensino. De acordo com Kelly Pereira, Reitora da Uniceplac, DF e doutora em gerontologia, este público cada vez mais presente nas faculdades demanda uma reflexão profunda das instituições de ensino. Como devem se preparar para suas necessidades específicas e aspirações? Os currículos precisam ser pensados de uma maneira diferente, focados na aprendizagem para a vida e para o longo prazo.

Mas essa mudança também traz possibilidades, tornando-se um aliado no processo de aprendizagem. A diversidade e a experiência de vida dos alunos idosos podem ser exploradas como uma prática de convivência, de onde todos podem aprender.

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Preconceito na educação: Um obstáculo a ser enfrentado

Um outro desafio a ser enfrentado é o preconceito. Infelizmente, a inclusão de alunos idosos nas faculdades muitas vezes leva a ataques nas redes sociais. Um exemplo disso ocorreu em março deste ano em Bauru, São Paulo, onde três estudantes foram acusadas de injúria e difamação por publicarem um vídeo debochando de uma aluna de 40 anos.

Para Kelly Pereira, a sociedade em geral precisa estar mais preparada para lidar com a questão do preconceito em relação ao etarismo e entender que pessoas idosas têm total capacidade de estarem inseridas no contexto social. “Vamos ter muito mais pessoas envelhecendo do que nascendo, precisamos mudar”, apontou.

Este crescente número de idosos em nosso censo e fazendo o ENEM aponta para uma mudança cultural em curso. O Brasil é uma sociedade que está envelhecendo, e as instituições precisam se adaptar para entender e atender esse novo público.

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