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Estudantes enfrentam obstáculos logísticos para o Enem além do desafio acadêmico

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Sonho de cursar ensino superior esbarra em desafios da logística de provas Enem

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Camille Gomes, de 17 anos, moradora de Ermelino Matarazzo, Zona Leste de São Paulo, tem um sonho: cursar Psicologia na USP. Infelizmente, uma barreira surge antes mesmo da prova do Enem, que acontecerá nos dias 5 e 12 de novembro. Mesmo tendo declarado sua condição de miopatia central core (MCC), que afeta sua locomoção, Camille precisará percorrer 66 quilômetros para fazer as provas.

Essa distância até o local do exame é devido a um problema com sistema do Inep, que está analisando os erros na definição dos locais das provas, conforme afirmado no dia 25 de outubro. Enquanto tal situação não é regularizada, diversos estudantes, como Camille e Maria Vitória de Santana, estão preocupados com o desafio da logística.

Foto: Reprodução Vozes da comunidade

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Doenças e distâncias: obstáculos além dos estudos

Camille Gomes lida com a miopatia central core, uma enfermidade neuro muscular que limita sua capacidade de se locomover por longos períodos. A mãe de Camille, Maria, expressa preocupação com a saúde da filha ao saber que a jovem deverá chegar ao local do exame exausta e nervosa. Essa situação é ainda mais agravada pelo fato da estudante já ter participado do Enem anteriormente com um local de prova próximo a sua residência.

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Problema compartilhado por outros vestibulandos

Essa dificuldade de Camille não é isolada. Maria Vitória de Santana, residente do bairro Ouro Preto, em Olinda (PE), vive uma situação semelhante. A estudante de Direito, mesmo tendo acesso ao ProUni, tem o objetivo de ingressar na Universidade Federal de Pernambuco. Para o Enem, Maria Vitória terá que percorrer 20 quilômetros até o local da prova, o que a fez considerar desistir do exame caso a localização não seja alterada.

A insegurança que vai além do Enem

No Rio de Janeiro, vestibulandos como Ana Letícia Correia lidam com duas grandes preocupações: a distância até o local da prova e a tensão em áreas impactadas por conflitos recentes, como a Zona Oeste, subúrbio carioca onde ocorreram queimações de ônibus e ações para militares. Ana Letícia deverá percorrer mais de 35 quilômetros de Cosmos até a Taquara para fazer o exame de medicina.

Posicionamento do Inep

Ainda não existe um canal ou prazo especificado para solicitação individual de mudança de local de prova. No entanto, o instituto afirmou que está analisando todas as reclamações dos candidatos que foram alocados com longas distâncias de suas residências. Garantiu ainda que as medidas necessárias serão adotadas para que todos façam as provas de acordo com o previsto nos normativos que regulam a aplicação do exame.

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