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Pelo 14º ano consecutivo, Brasil continua liderando o ranking dos países que mais matam trans e travestis

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De acordo com relatório entregue ao Ministro dos Direitos Humanos, foram 131 trans e travestis mortos no ano de 2022. Veja!

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A Antra, (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), entregou um relatório nesta quinta-feira (26) sobre o número de assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras.

Segundo a Antra, 90% das vítimas tinham entre 15 e 40 anos, reforçando a expectativa de vida de apenas 35 anos para essas pessoas.

Sobre a região que mais comete o crime, é o Nordeste. Pernambuco ficou com a maior quantidade de mortes, 13 no total. Já São Paulo e Ceará, os dois estão com 11 assassinatos cada.

A associação afirmou que a vítima mais jovem tinha apenas 13 anos, o caso aconteceu em 2021.

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“O recado que está sendo dado é que a partir de 13 anos as pessoas trans estão aptas para serem assassinadas. Não para existirem, não para terem direitos, mas para serem assassinadas”, disse Bruna Benevides, secretária de Articulação Política do Antra.

trans e travestis
Fonte: Sobre o Tatame

Perfil das vítimas trans e travestis

No dossiê, também é especificado o perfil das vítimas e o tipo de local onde o crime acontece. Entre eles estão: locais públicos, desertos e durante a noite, geralmente frequentados por profissionais do sexo.

Entre os grupos de trans e travestis mortos, há indícios de maior risco. Em 2022, 95% dos assassinatos aconteceram contra pessoas trans femininas.

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De acordo com os arquivos, essas mulheres tinham 38 vezes mais chances de serem assassinadas do que homens trans e pessoas não binárias.

A cor era outro fator de risco, onde pessoas negras e pardas representavam 76% das vítimas.
As formas mais usadas para o assassinato por causa do gênero, foram tiros, estrangulamento e esfaqueamento:

• 47% das vítimas foram baleadas
• 24% foram esfaqueadas
• 16% espancadas e/ou estranguladas

Destes, 65% eram de caráter brutal.

Em sua maioria, os assassinos são cisgêneros e poucos são punidos. Dos 131 assassinatos, apenas 32 tiveram o autor do crime identificado.

“O Brasil também é o país que mais consome pornografia trans. Essa dicotomia não faz sentido porque é o que mais assassina, mas é o que mais tem desejo por aquele corpo”, disse Benevides.

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