"Em economia, é fácil explicar o passado. Mais fácil ainda é predizer o futuro. Difícil é entender o presente."
( Joelmir Beting )
O presente é a nossa dádiva que não é vivido senão para se temer o futuro, tendo em vista o que já se passou, enquanto poderíamos, nestes breves minutos de leitura, viver o que está realmente acontecendo e mudar de freqüência.
Nossa sintonia com aquilo que o mundo é não nos atinge; sobretudo porque nós rodamos esta esfera de outra maneira e impomos nossas atitudes, comprometendo tudo.
Economicamente, podemos dizer que estamos , a partir de 2011, sem triplos “A”, não porque uma agência de avaliação assim quis, sem elementos, classificar. Não houve , a meu ver qualquer precipitação; aliás isto só acontece depois de muitos atos e fatos. Nada vem do nada e do acaso; há coisas ocorrendo agora ,em bastidores, que só serão revelados depois, na forma de escândalo ou de achado arqueológico. Haverá surpresa? Talvez, porém jamais precipitação.
Na verdade ,as agências seguram muito para não dizer o que está acontecendo, mas quando o ouro sobe rapidamente e as bolsas despencam, inclusive a de Israel , num domingo , porque lá é dia útil , é que a coisa está mesmo acontecendo.Se a bolsa de Israel está em forte baixa, a coisa é grave.
Silenciosamente, o caminhar das nuvens branquinhas, não quer dizer que elas não se transformem em chuva com o acúmulo lá na frente em algum lugar primeiro. Precipitação...
Só que o ouro não é petróleo que se possa usar para produzir energia de forma viável, pelo menos, se bem que o ouro negro está ficando raro e escasseando aos poucos; e o quanto se tem investido na produção, em larga escala, da tecnologia em rumo direto à energia limpa?ã na aceleraç aos poucos e o queça. o ctinha de vontade de usar o mesmo perfume, roupa e carros que n
Tudo gira ao redor da gente por causa da energia cara e suja. Será mesmo?
Temos o consumismo, o hedonismo, a mídia de propaganda e de comerciais nos empurrando para cartões de crédito. Temos as revistas que jogam o glamour falso que não acreditamos mesmo, mas temos uma pontinha de vontade de usar o mesmo perfume, roupa e carros que não são do nosso padrão.
Não temos economia, temos gastança. O país que economiza sofre, porque fica isolado e sustenta, juntamente com mais dois ou três, os que não fazem os deveres de casa. É o caso da Alemanha que passa a ajudar uns dois ou três países em crise.
A Inglaterra não faz parte disto integralmente, mas sofre também. Não tem jeito, o que acontecer hoje num país amarrará a todos e os puxará para o mesmo buraco.
No entanto, existem idéias que deveriam ser implementadas para conter a recessão, a inflação e o consumismo. Não temos o planeta Marte (até pelo menos 2099) para começar a explorar recursos e daqui a pouco estaremos reciclando o almoço para jantar.
Por isto que disse que não estamos em sintonia com o planeta e, infelizmente, ele está sofrendo nossa imposição comportamental. Nós somos o planeta. Fazemos parte dele e não escutamos os cientistas, apenas os políticos que dizem aquilo que é mais fácil para acalmar os mercados e a população.
Num verdadeiro discernimento, poderíamos contar com visionários que nem sempre são políticos e geralmente também não são os poderosos. Por incrível que pareça são os cientistas, filósofos e poetas que enxergam e não se enquadram na sintonia mundana, mas tão somente na freqüência do que ocorre e que vêem no ambiente.
A psicologia na economia e na propaganda faz todo mundo de peixe , cujas iscas mortais estão geralmente em brilhos de vitrines e telas de LCD, pululando exaustivamente e constantemente, 24 horas por dia.
Se resolvermos começar a economizar agora o mundo pára e entra em recessão, por isto teríamos que ter planejadores disto tudo e conduzir as nações para um ponto de equilíbrio entre receita e despesa, ensinando que há o economicamente incorreto e que nos torna, indiretamente, politicamente incorretos.
Não há precipitação, nos termos lançados nesta semana por diversos políticos. Houve uma coragem de se alertar tardiamente o que ocorre no mundo há muito tempo e que atingiu a maior economia do mundo com nota abaixo da máxima. Só porque disseram que esta nota não foi atingida desta vez, não quer dizer que isto já não deveria ter sido feito em 2008 ou antes até.
A verdade é que vendem para nós tudo aquilo que nós queremos comprar e compramos inclusive as ilusões para não sabermos que as tormentas estão sendo preparadas há muito tempo, porque nada vem do nada e tudo que acontece vem de alguns atos contínuos. Não se pode dizer a verdade em economia porque senão o castelo de cartas cai. Se a nota baixa veio é porque não tinha jeito de se esconder mais.
Se os membros da OPEP, por exemplo, abaixassem o preço do petróleo em 10% ou 12%, o que aconteceria? Teriam coragem de fomentar e pegar outros 20% e aplicar em indústrias que consomem o petróleo e energia renovável? Teriam a visão de aplicar uma fração considerável em tecnologia com fins de se produzir energia limpa e em aparelhos que consumam este tipo de energia; criando-se a escala?
As estratégias resultarão eficazes em longo prazo, mas se não começarem algo inteligente agora tudo ficará muito difícil.
JOÃO CARLOS DE SOUZA LIMA FIGUEIREDO,
PROFESSOR E ADVOGADO, 49 ANOS.






