Articulista - Oposição Intestina

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Avalie a felicidade de um povo estampada em suas notas, cores , moedas, brasões, bandeiras e hinos que representam a sua vontade e tradições.

A vontade de ordem e progresso ou quem em um Deus se acredita.
A verdade é que estamos vigilantes em nossas praias e que nossa soberania estará a salvo com os homens de fardas e gibão, com suas garruchas e seus canhões.
As espadas estão na cinta, a não deixar que nenhum valor sucumba.
As penas estão afiadas contra quem for contra os valores constituintes da pátria. Há espírito público e temos estadistas a nos liderar.
Tudo isto foi envolvente, até o ponto da chegada ao ápice de nossa civilização e estamos usufruindo tudo aquilo que plantamos e assim elegemos os melhores a nos proteger, cuidando de nossas instituições e fronteiras.
Educamos e sabemos os significados dos símbolos, ícones, bandeiras e hinos. Quando lemos ou cantamos os nossos hinos estamos cônscios de nossas aspirações e que aflora, enfim,  nossa solidariedade em favor dos cidadãos.
Não temos mais espaço para sentimentos separatistas e , apesar do nosso caráter , até temos passeatas em 2011 em prol disto. Ainda bem que nem os que saíram nesta passeata podem se considerar incólumes da miscigenação que nos formou. Sugiro a leitura de Darcy Ribeiro, principalmente do livro O POVO BRASILEIRO.
Em diversos estágios de desenvolvimento cultural, literário, musical, teatral, comercial, industrial e nas artes e  tecnologia nos encontramos e nos complementamos. Não podemos entender o porquê não nos unirmos.
O pior mesmo é quando se tem oposição apenas para se ocupar o poder, com o intuito de se fazer as mesmas traquinices de sempre. Apenas para se agir de modo igual ou se omitir nos mesmos temas e ser malhado pelos que já estiveram no poder, numa eterna ladainha, repetindo-se a oposição por não se estar no trono.
A oposição intestina acaba por jogar um contra o outro e em defesa de uma facção que não está ali por ninguém, apenas em prol do pequeno grupo fechado que quer se prevalecer.
Em tragédia, ainda convivemos com  aqueles que são contra a oposição, mas não abrem mão de serem contra os assessores mais privilegiados, para também pegar os seus lugares , cargos, mas sem ter função técnica eficaz, porque aí também seria demais. E isto é um moto contínuo e perpétuo: derrubar para assumir e ser derrubado, aproveitando os frutos que vierem no meio do caminho.
Tirando isto, vivemos num paraíso abaixo do Equador e é isto que nos move?
As regras estão apertando e o judiciário está tomando o lugar do legislativo, por falta de querer cortar na própria carne.
Uma proposta boa seria aliar numa mesma sessão legislativa de votação uma reforma tributária em que todos os estados ganhassem espaço e a união de interesses ganhasse em prol da União com uma eficaz reforma política partidária com representação distrital mista séria, numa boa troca em favor de todos nós.

 

JOÃO CARLOS DE SOUZA LIMA FIGUEIREDO, 49 ANOS ,
ADVOGADO E PROFESOR.