Para que cada organização sobreviva com o vigor e dentro do propósito para o qual foi criada, de vez em quando tem que dar uma verificada como andam suas colunas.
Não basta polir.
Na verdade, a estrutura interna tem que estar bem sólida e não pode se descuidar da solidez que sustenta o teto.
Isto não deve acontecer: a deterioração; mas provavelmente acontece quando não se observa que os valores da pedra fundamental se perderam por atitudes hipócritas de seus membros, seja em qual nível estiverem ou se são os que executam , legislam ou julgam. Cada um tem a missão de levar adiante a bandeira da liberdade e democracia quando se trata de Estado e não ser complacente com quem se está erradamente sendo tolerante, tudo em função de preservar o instituto ou a instituição.
Um pai que chama a atenção de um filho para que ele não beba com aquela tenra idade de 12 anos não deve ser censurado pelas autoridades , vizinhos e muito menos pela mulher que é também mãe. Se não há apoio para aquilo que se tem de valor e fundamenta a célula máter da sociedade, o restante sucumbirá.
Parece que , pelo menos neste país, temos medo de chamar a atenção de algum menor de idade e estamos deixando crescer adultos deste talante e que descobrirão que não podem fazer tudo que faziam, muito pelo contrário : poderão fazer muito pouco , desde que seja politicamente correto. Total contra-senso.
As instituições são maiores que os seus componentes atuais porque se baseiam nos ideais e valores daqueles heróis que a fundaram, mas quando não se encontram mais nem dez por cento destes heróis compondo os quadros sociais de hoje , só se pode concluir que tais componentes se acham tão mais importantes que a instituição, que esta passa a não mais existir. Precisaremos talvez de milhares de novas Cartas de JOÃO SEM TERRA.....
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Dentro da razoabilidade e da eqüidade não cabe complacência porque a porta fica arreganhada e devemos colocas os maiores princípios como regentes da estrutura.
Interagindo, aprendemos mais e evoluímos. Quem está na primeira série aprende com quem está na série mais adiantada e vice-versa. Por isto o mundo tem de tudo e cada ente evoluído num aspecto tem algo para passar para o outro . Porém , sem organização para perpetuação do que for mais civilizado, lá no futuro não teremos sociedade, mas somente anarquia, no pior sentido que o termo possa vir a ter. É que do caos e do desconstruir surgem novos líderes, mas talvez tenhamos que enterrar algo que fosse bom e que tenha se desvirtuado tanto que será proibido, o que atrasará o ser humano ,quando, então, radicalmente se volta contra o bolo todo, sem separar o que de bom havia naquelas estruturas.
Tudo isto acontece porque tem alguns espertos que se acham melhores que os outros e que defendem interesses próprios ou de seus aliados , em detrimento do foco que se deveria ter com aquela cartilha milenar.
A grande diferença que existe entre a esperteza e a sabedoria é que a primeira qualidade se presta a resolver problemas imediatos dos próprios interesses e a segunda qualidade, além de ser rara, se mantém no tempo e no espaço antes e depois de nós nascermos, apesar de muitos não a usar por se concluir que se seria bobo e não esperto. A escolha foi feita. A pequena diferença é a perda da grande comunidade que faríamos ao nosso e ao seu redor para conjugar e comungar da paz e prosperidade , com solidariedade.
Quando se constatar que a instituição está menor do que um membro, leia em voz alta os estatutos e diga não à complacência para que não se tenham os ímpios governando a Terra algum dia.
JOÃO CARLOS DE SOUZA LIMA FIGUEIREDO, 49 anos, é professor e advogado.






